Entenda melhor o mercado siderúrgico e seus indicadores oscilantes

Atualmente estamos vivendo um dos maiores desafios da história: quase dois anos de pandêmia, mudanças climáticas, inflações e muitas outras situações. A siderurgia possui indicadores que oscilam frequentemente, mas há informações devem que ser consideradas.

Buscamos, neste artigo, compreender melhor este panorama, como forma de contribuir com o mercado siderúrgico na elucidação de indicadores complexos, que podem servir de parâmetro para decisões futura.

Uma luz no fim do túnel

Recentemente o ministro Paulo Guedes tentou um acordo com as siderúrgicas para evitar um aumento de preço no aço. Essa seria a promessa para responder e conter a preocupação das empresas de construção civil com o nível de preços em alta.

Mas, de acordo com Marco Polo Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, negou o acordo. “O ministro Guedes, alegando receio de pressão inflacionária, propôs que não se fizessem novos aumentos, mas respondemos que, por questões de compliance e de concorrência e políticas comerciais próprias não poderíamos firmar esse compromisso.”

Possivelmente esse cenário de altas e reajustes mostra sinais de estabilização sobre o Brasil e outras nações. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA), a indústria do aço vem demonstrando que está chegando ao nível normal, com novo aumento nas vendas e aumento no consumo.

Crescimento Notável

Segundo a entidade, as vendas de aço pelos distribuidores cresceram 3,3% em junho de 2021 no comparativo com o mesmo mês do ano passado, para 364,4 mil toneladas.

No acumulado do ano, os distribuidores comercializaram 1,92 milhão de toneladas, alta de 28,8% em relação ao primeiro semestre de 2020. Vale destacar que também houve forte crescimento nas compras pelos distribuidores de 17% em relação a junho de 2020.

O principal destaque no mês foi a alta de 104% no volume de aço importado no semestre, totalizando 944,4 mil toneladas. Segundo o INDA, essa alta nas importações deverá reduzir as margens dos distribuidores locais, uma vez os volumes que chegaram em junho foram comprados em janeiro e fevereiro, quando os preços eram US$ 200-300/ton mais baixos que o produzido no Brasil.

No entanto, a queda das margens dos distribuidores é vista como resultado da normalização da indústria, uma vez que esses agentes operam com margens de 25-30%, ante nível de 15% antes da pandemia.

Além disso, há a expectativa de uma acomodação nos preços do aço e que dificilmente haverá novos aumento de preço pelas usinas este ano. Desde o início da pandemia, os reajustes nos preços foram na ordem de 160-170%.

A lei de oferta e demanda foi evidente, o aço é um dos produtos mais consumidos no mundo devida as diversas finalidades que possui, sua importancia tem o poder de aquecer a economia.

Gráficos das vendas de aço

Vendas de aço por distribuidores
Preço internacional do aço

O caminho a seguir

O cenário de recuperação econômica do setor siderúrgico é otimista e parece manter-se em destaque na recuperação pós-pandemia. No entanto, por estar inserida num segmento onde a volatilidade do preço do metal influencia diretamente em seus resultados, além da crise política enfrentada no país, poderemos experimentar alguns tropeços.

Resta-nos confiar que medidas inteligentes sejam tomadas para que o setor continue em desenvolvimento.

Nós, da Lubrimatic, confiamos que o importantíssimo setor siderúrgico é dinâmico e arrojado, avançando em questões complexas como a sustentabilidade e a escalabilidade industrial.